Ao amanhecer, escolhi qualquer roupa da minha prateleira, para prender o cabelo amarrei em forma de tiara uma fita azul que ganhara no meu décimo aniversário e que tinha um valor insubstituível.
Descobri que na esquina do hotel tem um cyber café e arrisquei algumas palavras em japonês, acho que deu certo pois comi fartamente só não entendi por que veio uma quantidade de açúcar fora do normal.
Foi em fração de segundos que meus sentidos pararam, e lá estava ele, uma jaqueta preta e calças Jeans surradas, seus olhos puxados eram de um tom mais escuro que os meus, seus cabelos repicados caiam na nuca, não sei muito bem o que aconteceu comigo nessa hora, desviei os olhos rapidamente, tentei me lembrar de outra coisa pra cessar meus pensamentos daquele estranho, sem sucesso.como um reflexo do meu corpo joguei os iens no balcão e sai correndo, assustada com o que eu mesma senti, pela rapidez com que aquele homem invadiu todos os meus pensamentos. Passei a mão em meus cabelos tentando expulsar palavras que ecoavam dentro de mim, quando senti falta da minha fita, fiquei exasperada e voltei correndo ao local onde havia saído não fazia 20 minutos.Mas nada, roubaram a minha tiara em 20 minutos, e eu havia perdido uns dos bens mais preciosos que eu possuía.Cheguei ao quarto me deitei na enorme cama e me lamentei até ouvir a campainha tocar e um bilhete com a minha fita amarrada, não podia ser, quem achou?
Ou quem resolveu me devolver?
foi então que arriscando o meu japonês imperfeito que decifrei as linhas do bilhete
“ para a menina com cheiro de sonhos.
que a coroa volte a sua rainha e que seus olhos...
possam se encontrar com os meus algum dia.”
Hiro
As palavras demoraram a se formar e mais uma vez meus sentidos fugiram de mim.Como isso pode acontecer?
será que era mesmo aquele menino com aparência de homem que a escrevera?
-Inacreditável.
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